terça-feira, 22 de junho de 2010

Geração A: Você está preparado(a)?



Falar sobre gerações é chave no momento em que estamos e buscar um entendimento mais amplo de como podemos abordar este tema do ponto de vista organizacional é fundamental para o sucesso do atual e futuro gerenciamento de pessoas.
Para uma maior clareza sobre o que significa este tema, é importante termos em mente as diferentes gerações que estão sendo classificadas. Existem variações nas datas e nomenclaturas, dependendo dos autores e estudiosos. O mais relevante é, no entanto, que todas convivem nas organizações.Desta forma, faço a seguinte classificação:
Veteranos / Tradicionalistas – nascidos antes de 1947
Baby boomers – nascidos de 1947 a 1965
X – nascidos de 1966 a 1982
Y – nascidos de 1983 a 1992
A – nascidos a partir de 1993
Essa geração comunica-se por IM, por Twitter, usam o Orkut, Facebook e outras centenas de sistemas para criar e manter suas redes de relacionamento. Praticamente não usam o email, porque acham complicado e “dá muito trabalho”. Afinal, a comunicação para eles deve ser instantânea.

No gerenciamento do dia a dia, teremos que nos tornar “Gerente Circense”, para que sejamos cool e adotemos posturas que os As passem a admirar. Os gerentes terão que adotar um padrão de comportamento com reações muito mais rápidas e situacionais, visando estabelecer muito mais uma relação de respeito e admiração do que hierárquica.

Estudar e analisar as gerações que convivem na atualidade, suas características e interações é de suma importância para as organizações. Assim ocorre com a Geração A, que em breve fará sua entrada no meio profissional e trará consigo novos desafios no gerenciamento das pessoas. Fica a pergunta: será que a Geração “B” já nasceu?


Artigo escrito por Paulo Amorim é diretor de RH da Dell Brasil e publicado na Revista VocêRH




terça-feira, 1 de junho de 2010

Desemprego - Como Lidar com Ele

”No meio de qualquer dificuldade encontra-se a oportunidade.”
Albert Einstein






A falta do emprego pode representar inúmeras perdas e rupturas, envolvendo até mesmo as estruturas familiares e sociais.


Sentimentos como medo, culpa e angústia se misturam no dia-a-dia da pessoa desempregada e a incógnita de que não existe uma data de término de tal situação somente a fragiliza.

Vou “arriscar” dar algumas dicas para amenizar esta fase que classifico em dois momentos:



SENTIMENTOS (vários sentimentos se misturam quando estamos sem trabalho)

Uma vez li que a palavra “desempregado” é muito negativa, e nós, Profissionais de RH, adoramos usar o termo PHD (Por Hora Disponível), pois dá mais força, credibilidade e até mesmo positivismo.

Se você é um PHD, mantenha a calma, respire profundamente quantas vezes ao dia sentir necessidade, pois o ar carrega energia para a mente e nos faz refletir sobre a situação com mais razão.

O convívio social/familiar é um grande aliado na busca de seu emprego. Procure não se isolar do mundo e de todos.

Para se preparar bem à procura de uma nova oportunidade de trabalho, a aparência emocional e física conta bastante. Não desanime e cuide-se.


Reflexão - hora de parar e pensar se está na carreira correta ou se está na hora de mudar. Dependendo da situação, e para quem pode, talvez seja exatamente o momento de radicalizar e tentar um novo desafio e até mesmo o empreendedorismo. Se tiver experiência, trabalhos como freelancer lhe ajudarão a manter-se no mercado.

Não deixe o desespero atingir sua auto-estima. Valorize suas preferências e não aceite qualquer oferta achando que isto lhe trará alegrias, pois é exatamente o contrário, a infelicidade aparecerá primeiro.


O cansaço às vezes bate à porta. De novo, não desanime. Exercícios físicos ou meditação trazem retornos de ânimo e adrenalina ao corpo.


Não sinta pena de si, isso só lhe trará um retardo. Enquanto você está de pijama o dia todo, assistindo televisão e com aquela sensação de “coitadinho”, as oportunidades estão sendo agarradas por outros.


Controle emocional é fundamental neste momento. Procure não demonstrar desespero e acredite sempre em si.
Não se deixe desiludir com algumas situações que aparentemente não deram certo. Cada tentativa deve ser encarada como um aprendizado para melhorar cada vez mais.
Mantenha sempre o bom humor. Baixo astral e negativismo não trazem bons resultados. Procure não usar palavras negativas, pois as mesmas são magnetizadoras. Por exemplo, ao invés de dizer “azar”, diga “falta de sorte”. A palavra “sorte”, apesar da palavra “falta” antes da mesma, é mais motivadora do que a palavra “azar”.



MÃOS À OBRA (quem fica parado é poste – mexa-se!)


Se acha que o emprego cairá do céu, tire seu cavalinho da chuva. Agora, mais do que nunca, só dependerá de você a procura por uma nova oportunidade. Dedique pelo menos 6 horas por dia para a procura, seja ela com candidaturas nas ofertas de emprego ou na sua rede de contatos.


Não se acomode. Procure opções baratas para reciclar-se (palestras, networking, leitura, filmes e muita informação/atualização).

Importantíssimo fazer um balanço de sua vida financeira e traçar um plano que demonstre quanto tempo será capaz de ficar PHD, mesmo que para isto precise fazer uma lista de “abdicações” e praticá-las.
Atualize urgentemente seu Curriculum – Tire a poeira, faça um retrocesso mental e lembre-se de todas as atividades/cursos que realizou recentemente e mencione-as.
Aproveite o tempo disponível para fazer cursos de formação, trabalhos voluntários. Não causa boa impressão o fato de ficar muito tempo ociosa.
Com as redes sociais em alta, o importante é SER VISTA. Envie mensagens para sua rede de que esta à procura de trabalho e contate todos seus amigos. Cadastre seu CV em consultorias de RH e em empresas-alvo de seu objetivo. Se puder pagar pela ajuda de um profissional, procure uma Orientação de Carreira que lhe ajudará bastante na redação de seu CV, na reflexão de seus objetivos e até mesmo na auto-análise de suas competências e habilidades profissionais.

Aprenda com seus erros. Reflita com os resultados obtidos em cada entrevista. Não fique demasiadamente arrogante ou demonstre pouca ambição – isto lhe desvaloriza. Não tenha vergonha em pedir feedbacks e sugestões de melhorias. Seja humilde.
Somente se candidate à vaga se o perfil solicitado couber na sua experiência. Mentir pode lhe trazer os piores resultados.

Antes de ir para uma entrevista, demonstre seu interesse informando-se sobre a empresa, sobre detalhes da cultura, produtos, serviços e história.
Por último, durma bem e alimente-se adequadamente, principalmente nesta fase em que você tem mais tempo, pois isso lhe trará uma melhor disposição física e mental.